Uma promoção pode aumentar as vendas e, ainda assim, deixar pouco dinheiro para manter o negócio. Antes de anunciar descontos, vale conferir quanto cada produto realmente custa e quanto sobra depois da venda.
O custo vai além da mercadoria
O Sebrae RN orienta considerar gastos como embalagem, frete, taxas de cartão, comissões e despesas fixas proporcionais. A remuneração do empreendedor também precisa entrar no planejamento. Usar apenas o valor pago ao fornecedor pode esconder parte dos gastos.
Outra orientação é usar os preços dos concorrentes como referência, sem copiar valores automaticamente. Cada empresa tem uma estrutura de custos. Os preços precisam ser revistos quando houver mudanças relevantes nesses custos ou no mercado.
Um exemplo para entender o desconto
Simulação da Redação SJ1: imagine um produto vendido por R$ 50, com R$ 35 em custos variáveis totais por unidade. Sobram R$ 15 para contribuir com as despesas fixas e o lucro.
Um desconto de 10% reduz o preço para R$ 45. Mantidos os custos variáveis em R$ 35, a sobra cai para R$ 10. Assim, o desconto de R$ 5 reduz essa contribuição em um terço. Essa sobra ainda não é lucro líquido: as despesas fixas precisam ser pagas.
Os números são ilustrativos. Taxas calculadas sobre a venda e outros custos podem mudar com o preço.
Antes de lançar a oferta
Liste os gastos, simule o valor com desconto e confira quanto restará. Depois, avalie a quantidade que precisaria vender para a campanha fazer sentido. Uma oferta precisa caber tanto no bolso do cliente quanto nas contas da empresa.
Leia também: Como organizar o atendimento pelo WhatsApp antes de divulgar ofertas.
Fonte de orientação: Sebrae RN — formação do preço de venda. Exemplo e adaptação editorial da Redação SJ1. Publicado em 8 de outubro de 2026.
