Crise no Paraguai — Santiago Peña, destituído da Presidência na sexta-feira (6), foi acusado neste sábado (7) por promotores que investigam o caso Ueno Bank. A promotoria pediu à Justiça sua prisão preventiva. O pedido depende de decisão judicial.
Segundo a Reuters, as acusações envolvem suposta lesão de confiança e administração em proveito próprio. O ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também foi acusado. Peña nega ter cometido irregularidades.
Detenção domiciliar
Uma ordem oficial do Ministério Público, emitida em 6 de novembro, determinou que Peña permanecesse detido em casa até sua apresentação às autoridades. Para Carvallo, a resolução previa uma dependência definida pela Polícia Nacional.
O Senado aprovou a destituição de Peña com 44 votos favoráveis e uma abstenção. Pedro Alliana, então vice-presidente, assumiu o Executivo para concluir o mandato, previsto para terminar em 2028.
Investigação sobre o banco
A crise envolve a supervisão do Ueno e a aplicação de recursos públicos na instituição. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação.
Apuração com informações da Reuters, do Ministério Público do Paraguai e da CNN Brasil. Informações verificadas em 7 de novembro de 2026.
